segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
A fotografia
E quando o momento começa a dissolver-se no tempo, a fotografia recaptura-o de novo, transporta-nos para lá. Quase uma máquina do tempo. Fantástico. E vivemos o presente e o passado em simultâneo. E o futuro, sonhamos, os sonhos que tinhamos no passado, no presente, os tempos misturam-se num só que não tem definição. vem tudo ao de cima, sem se importar com a consequência dessa memória em nós.
A fotografia, tem sem dúvida o dom de prolongar. Mas é como senão se importasse com sentimentos, é neutra, depende de nós tirar-lhe o significado, senti-la, conjuga-la e alinha-la com o nosso mundo. O momento é como o sentimos, externo à sua essência. É nessa analise que se faz o balanço do que vivemos. A fotografia permite o acesso a lugares esquecidos ou distorcidos pela memória traiçoeira.
E é o regresso a esses lugares que dita o rumo das nossas sensações. É um jogo complexo, de facto, nem dá para o resumir num só texto, pelo menos num tão curto.
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